quinta-feira, 30 de junho de 2016

OS CRÍTICOS INCOERENTES DE BOLSONARO

  Durante a votação na Câmara para aprovar ou rejeitar a admissibilidade do processo de impeachment da presidente Dilma, a nação estarrecida, assistiu estapafúrdias homenagens prestadas pelos senhores deputados, que como justificativa do respectivo voto, invocaram a família, a religião e o eleitorado.
                        Entretanto, três despertaram a atenção do telespectador: um em homenagem “ao grande líder lula”, tido pelo chefe do Ministério Público Federal como chefe do “petrolão”, tanto que o apontou como a peça–chave no esquema afirmando que “essa organização criminosa  jamais poderia ter funcionado por tantos anos e de uma forma tão ampla e agressiva no âmbito do governo federal sem que o ex-presidente Lula dela participasse”, e nessa condição ainda ousou agredir e desafiar as Instituições Públicas, inclusive o STF, e ameaça “incendiar o país”, com o seu “exército”.
                        Na mesma direção, um deputado do PSOL, ao anunciar o seu voto, prestou homenagem a Carlos Marighella, guerrilheiro da Aliança Libertadora Nacional, que escreveu um manual de guerrilha, na qual defende a execução sumária de desafetos, e por fim, o Deputado Jair Bolsonaro, dedicou o seu voto ao Cel. Brilhante Ustra, tido pela esquerda como torturador, à época do regime militar, que é brilhante, ainda que no nome.
                        Esclareça-se desde já que não comungamos com nenhum tipo de tortura, crime tipificado no ordenamento pátrio, (Lei 9.455/97, editada no governo FHC) como hediondo, e creio igualmente que nenhum ser humano defensor da Liberdade, do Direito e da Justiça, dotado com um mínimo de sentimento de solidariedade, possa defender essa prática abjeta, que só honra os seguidores de regimes totalitários.
                        Cesare Boneseana, o Marquês de Beccaria, um dos responsáveis pela humanização do Direito Penal, defendia que o ser humano deve ser tratado com compreensão, inteligência e tolerância, porque os dolorosos gemidos do torturado, sacrificado à ignorância cruel e covarde do torturador, sob as ordens de um tirano, é certamente a maior agressão à dignidade humana e à Lei Divina.
                        Nesse sentido, entendo que a tortura, praticada, ontem e hoje, aqui e alhures, contra inocentes ou culpados por se tratar de crimes inaceitáveis, deve ser firmemente reprimida e condenada com a força da alma e, sendo dessa forma, não vejo sinceridade e coerência daqueles apontam a tortura havida no regime militar e esquecem os crimes praticados por muitos guerrilheiros, que lutaram contra o governo instalado no Brasil, não em defesa da Democracia, mas para instalar um governo eufemisticamente denominado de socialista para esconder a rudeza do comunismo, como disse acertadamente, Fernando Gabeira, que foi um contra revolucionário de valor.
                        Ficamos profundamente entristecidos e decepcionados quando assistimos pessoas ignaras ou simplesmente espertas, em defesa dos seus interesses, acusarem “a ditadura militar” de praticar a tortura e gritam “tortura nunca mais”, mas em silêncio, conforme o Ministério Público Federal, criaram organizações criminosas, para em “tenebrosas transações” subtraírem verbas que deveriam ser aplicadas para aliviar o sofrimento de aposentados que morrem sem assistência médica e hospitalar, de crianças que não têm o pão nem do corpo nem da alma, de jovens que, por falta de ensino profissionalizante, seguem sem emprego, perdem a esperança e ingressam no mundo das drogas.
                        E, são esses mesmos críticos do governo militar que aliam-se e reverenciam as ditaduras, como a de Cuba, que há mais de meio século explora o povo que, por não suportar a miséria e a tortura e a falta de liberdade de expressão, preferia se aventurar nas águas geladas do oceano, enfrentando tubarões, na direção dos Estados Unidos e, hoje, graças a esse país imperialista, está se inserindo na vida moderna.
                        Na mesma situação se encontra a outrora próspera Venezuela, que sob o governo de um senhor, que de tão maduro, está apodrecendo, mas ainda assim desfruta de todos os prazeres e se limita a acusar o “capitalismo”, enquanto mantém prisões subterrâneas, semeia a tortura, e a fome, o terror e a desesperança no seio da população.
                        Esqueceram esses malditos e falsos defensores da liberdade, que o regime comunista da antiga URSS, assassinou milhões de nacionais; que o nazismo, igualmente matou milhões de judeus; que o fascismo de Mussolini fez o mesmo e que o povo da Alemanha Oriental, que se auto denominou Democrática, só não morreu de fome e frio, graças a República Federal da Alemanha (Alemanha Ocidental).
                        Enfim, quem se alinha e defende essas atuais ditaduras, porque não é sincero, não tem autoridade moral para acusar de torturador o governo militar, afinal, os que afirmam que foram vítimas de torturas, ao receberem bilhões em indenizações, que poderia ser aplicado nos precários sistemas de saúde e educação do povo, que eles fingem defender, revelaram não possuir nenhum ideal nobre e somente má memória, eis que votada foi uma Lei 6.683/28/08/79 que, com o propósito de pacificar o país, estabeleceu a ANISTIA PARA TODOS OS ENVOLVIDOS NA GUERRILHA, supostamente agentes de crimes.
                 Finalmente, cumpre destacar que na ausência de homens perfeitos, assinalar defeitos de alguém não significa anular suas virtudes e, enquanto reitero que sou contra a tortura, aqui, na Venezuela, em Cuba, na Coreia do Norte, nos EUA e em qualquer lugar, afirmo que vejo o Deputado Jair Bolsonaro como um incansável defensor da Ordem, da Família e dos valores tradicionais, base para o progresso econômico do país e da consolidação da ética e da moral na sociedade.

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